domingo, 12 de maio de 2013

Humberto Gessinger - show em Joinville 2013


Então, Humberto Gessinger voltou a Joinville mais uma vez. Apesar do ótimo show apresentado, como tem sido em todos os tempos com relação ao líder do Engenheiros do Hawaii, uma ressalva fica pendente. Precisava mesmo o show começar com mais de duas horas e meia de atraso? Esse fato não é inédito em se tratando de Gessinger em Joinville. Há anos atrás, sua banda se apresentou no Big Bowlling de Joinville e ocorreu a mesmíssima situação: apresentação marcada para as 23 horas e começando depois das 1h30min da madrugada.

O atraso de Humberto Gessinger é um fato que não combina mais com o que tem acontecido com os shows em geral no Brasil, pelo menos considerando Joinville e região. Vale a pena delimitar que o Joinville Square Garden não é uma balada propriamente dita, em que as pessoas vão para curtir a noite e, no meio da balada, temos o show. Acontece que se trata de um local de show e só, de modo que, todas as pessoas que estavam lá apenas esperavam o show e não, de fato, curtiam, a noite.

É por isso que o atraso de duas horas e meia incomoda tanto. É diferente de quando, por exemplo, se vai no Rancho Maria's em Balneário Camboriú, por exemplo, e se espera o show do Jota Quest, situação que já ocorreu comigo, e em que haviam vários DJs programados para aquela noite e eram realmente atrações.

Nesse caso dessa sexta-feira, o local apenas funcionava com um som ambiente, até bem selecionado com sons de rock brasileiro. Ainda considerando que a 9 de Espadas, banda de abertura do evento, começou só às 00h30min, ou seja, 1 hora e meia depois do que estava marcado no cartaz... Em outros shows, como Pearl Jam, Madonna, Beyoncé e Paul McCartney, isso não ocorre. O horário marcado é o de início.

Pois então, tirando essa situação bastante incômoda para quem esteve esperando por mais de duas horas, o show de Humberto Gessinger é muito interessante. Dessa vez, o músico veio em formato trio, ou seja, baixo e voz, guitarra e bateria, sendo que em determinadas canções, Gessinger voltou-se à gaita e a um teclado.

Foi assim que diversos sucessos foram apresentados fazendo com que os fãs presentes cantassem juntos. Gessinger e sua banda cantaram músicas como "Até o Fim", "Armas Químicas e Poemas" e "Somos Quem Podemos Ser". Posso destacar de pronto a canção "Eu Que Não Amo Você", em que foi criado um clima bem emocionante e ainda.

No início do show, Humberto Gessinger avisou que tocaria músicas de todos os seus discos, em todos os seus projetos, seja o Engenheiros do Hawaii, Pouca Vogal ou outros. Nesse projeto solo, o compositor aproveita para dar vazão a sons pouco executados em outras oportunidades. É assim que, ele se libera a tocar, por exemplo, a canção "Tchau Radar!" ou ainda "A Violência Travestida Faz Seu Trottoir", em que, nesse show, ele faz uma evolução muito parecida (mesmo!!!!) com Pink Floyd.

Por fim, concluo dizendo que gostaria de ver outros shows de Gessinger em Joinville, seja como Engenheiros do Hawaii, Pouca Vogal ou em carreira solo, e que a apresentação começasse o mais próximo do horário marcado, como sinal de respeito aos fãs. Ok, não precisa começar às 23 horas, mas que a banda de abertura comece nesse horário, para que a atração principal suba ao palco lá pelas 23h59min. Será que seria possível?

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