sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Kiss - Dressed to Kill


Nesse mês de novembro, o Kiss passou aqui pelo Brasil e, infelizmente, acabei passando em branco anteriormente sobre essa que é uma das principais bandas do rock and roll mundial. Os shows do grupo norte-americano foram em Porto Alegre, no dia 14, em São Paulo, no dia 17, e no Rio de Janeiro, no dia 18. Em meio a tantos shows internacionais no País ultimamente, acredito que o Kiss é uma das melhores atrações a serem assistidas. Pena que já passou...

Dito isso, escolhi aqui um dos clássicos do Kiss para ser analisado: "Dressed to Kill" (Trajado para matar, numa tradução livre). Essa coisa de matar e palavras mais pesadas é coisa normal no rock, com aquela intenção de dar um choque na sociedade, mas aviso aos desavisados de plantão que isso não tem nada a ver com "Jogos Mortais", ou filmes do gênero, aqui estamos falando de rock e diversão.

"Dressed to Kill" foi lançado em 1975 em que o Kiss tinha a formação original: Peter Criss, bateria; Ace Frehley, guitarra; Paul Stanley, guitarra; e Gene Simmons, baixo; lembrando que todos cantavam. Depois a banda mudou de integrantes algumas vezes até chegar no elenco atual.

Os anos 1970 foram o auge do Kiss em termos de novos CDs. Eram jovens e o rock and roll corria nas veias como nunca. Tanto que o próprio disco abre com "Room Service", bem ao estilo próprio do ritmo. Era ainda um rock dançante e ao mesmo tempo, às vezes, cadenciado, como em "Two Timer".

O Kiss tem em seu set list também um lado mais "malandro", voltado de forma bem humorada a falar de questões sexuais não diretamente, algumas vezes chegam a ser mais explícitos, mas a graça mesmo está nas nuanças e no que está implícito. Exemplos de músicas assim são "Ladies in Waiting" e "She".


A banda também, às vezes, segue o que está em voga no momento. No disco "Dressed to Kill", temos a faixa "Getaway", que não é ruim, quero deixar claro, mas é bastante próxima do que fez diversos nomes do rock da época, como, por exemplo, Alice Cooper e Humble Pie.

Uma bela passagem a dois violões é encontrada na abertura do rockão "Rock Bottom", presente décadas depois no acústico do Kiss, o "Unplugged MTV". Essa é uma das poucas músicas de "Dressed to Kill" que permanece sendo tocada até os dias atuais pelo grupo. Isso é uma coisa normal que acaba acontecendo com esses ícones que somam dezenas de álbuns lançados, algo sempre acaba ficando para trás.

Mas o melhor de "Dressed to Kill" ficou para o final e é o grande hit de todos os tempos do Kiss. É "Rock And Roll All Nite". Essa é simplesmente uma das melhores músicas de toda a história do rock and roll. Diz o refrão: "Eu quero rock and roll a noite inteira e festa todo dia". Aqui a expressão "rock and roll" pode ser traduzida como "fazer festa" ou "agitar". Quem ainda não conhece essa música tem a obrigação de conhecer.

Para quem ficou com vontade de ouvir "Dressed to Kill" e não tem a oportunidade, ou simplesmente não quer adquirir o álbum físico, pode escutar o álbum completo no youtube no link http://www.youtube.com/watch?v=5IKnuBVqq0U .


Faixas de "Dressed to Kill", do Kiss

1. Room Service
2. Two Timer
3. Ladies in Waiting
4. Getaway
5. Rock Bottom
6. C'mon and Love Me
7. Anything For My Baby
8. She
9. Love Her All I Can
10. Rock And Roll All Nite

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