sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Uma noite intimista com Carlos Santana em Las Vegas

fotos: Renato César Ribeiro

Era a minha última noite em Las Vegas, no dia seguinte no início da tarde iria pegar o vôo de volta para o Brasil. Por isso, resolvemos terminar nossa viagem pelos Estados Unidos com chave de ouro, como diz o velho e batido chavão. Foi assim que eu fui no show de Carlos Santana na noite de 12 de setembro de 2012, no hotel e cassino Mandalay Bay, mais precisamente na casa de shows dentro do local, o House of Blues.

Para começo de conversa, o show não começa tarde lá. No Brasil, normalmente, as apresentações de grandes músicos ligados à música popular começam por volta da meia noite. Em Las Vegas, os portões se abriram às 19 horas e o espetáculo em si teve início poucos minutos após às 20 horas.

Apesar de o ingresso indicar fileira e cadeira, ao chegarmos no local ficamos surpresos ao saber que o nosso lugar era a pista e teríamos que ficar em pé... Mas deu tudo certo, o show é contagiante e para cima, alegre, dançante... Houve momentos mais intimistas, claro, porém, em geral, é só alegria.

Para quem está estranhando o título desse post, eu fiz uma tradução livre do nome do show: An Intimate Evening With Santana, Greatest Hits Live. O termo intimista é utilizado porque o House of Blues é uma casa pequena se for comparada às grandiosidades dos hotéis e cassinos de Las Vegas.


Carlos Santana adentra ao palco sem falar com a plateia e na primeira música fica praticamente todo o tempo virado apenas para a banda. Não é uma atitude lá muito popular, mas acredito que ele estava checando o som dos instrumentos para ver se estava tudo em ordem.

Depois da primeira música, ele relaxa e passa a tocar para o público em si. Carlos Santana não tem uma grande voz e, por isso, apenas cita algumas palavras em certas canções, mas sua guitarra faz o serviço por ele.

O guitarrista apresenta todo o seu repertório musical, sem grandes estrelismos, sem fogos de artifício ou pirotecnias em geral. Não precisa. Ele e sua banda detêm tamanha qualidade musical que um telão simples e a iluminação bastam. O som é o principal e é suficiente para a plateia aplaudir e vibrar exaustivamente ao fim de cada canção.

Apesar do nome do concerto ter um "Greatest Hits Live", ou seja, os maiores sucessos ao vivo, Carlos Santana não limitou o set list aos grandes hits. Trouxe músicas instrumentais e deu bastante espaço para os músicos da banda brilharem, incluindo solos de baixo, bateria, teclado e dando oportunidade também para os metais.


Alguns dos principais hits de Carlos Santana foram apresentados. Desde os mais antigos, como "Black Magic Woman", "Oye Como Va" e "Samba Pa Ti"; até os sucessos comerciais do disco "Supernatural", de 1999, que levou o guitarrista para o mainstream, como "Corazon Espinado", "Maria Maria" e "Smooth/Dame Tu Amor".

Das músicas mais recentes do artista que surgiram nas paradas, não recordo de alguma ter sido tocada. E parece que ninguém sentiu falta. Em algumas canções, como em "Soul Sacrifice", o telão mostrou imagens do show do guitarrista no famoso evento de Woodstock, em 1969.

Carlos Santana aproveitou que o presidente norte-americano Barack Obama esteve em Las Vegas naquele dia para elogiar o país em um de seus poucos discursos durante a apresentação. Em outro, aproveitou para mandar uma mensagem positiva.

Ao contrário do que normalmente acontece no Brasil, e eu já tinha visto em outras apresentações na TV que não aconteceram no Brasil, Carlos Santana não deixou seus grandes sucessos para o bis. Aliás, a última música antes dele foi justamente "Smooth/Dame Tu Amor". Ao voltar do breve intervalo, tocou uma música muito boa, mas não exatamente famosa, e fechou o show com exatos duas horas de duração, pouco depois das 22 horas.

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