terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ex-todo poderoso da Rede Globo lança livro de memórias


Um dos principais lançamentos literários desse fim de ano é o “Livro do Boni”. José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, mais conhecido como Boni, implementou o padrão de excelência na Rede Globo. Isso destacou a produção televisiva nacional nas telas de televisão dos quatro cantos do planeta. O livro conta que, na realidade, ele fez muito mais. A publicação reúne histórias inéditas de sua vida e profissão.

Estão incluídos acontecimentos que enfocam alguns dos nomes mais importantes e conhecidos do ramo da comunicação brasileira. Isso tanto na publicidade, onde começou; no rádio, onde começou a atuar aos 15 anos e que chegou a realizar programas célebres; e também na televisão, seja a TV Globo, onde ficou se notabilizou, ou nas TVs Tupi, Paulista, Rio e Excelsior.

O Livro do Boni destaca participações de grandes autores, como Janete Clair e Dias Gomes, humoristas, como Chico Anysio e Jô Soares, e atores que se transformaram em referências nacionais, como Tarcísio Meira, Glória Menezes, Débora Duarte e Tony Ramos, além de importantes jornalistas e diretores.

Na publicação, recheada com bom humor e riqueza de detalhes, o leitor tem a oportunidade de ter conhecimento de mais de 60 anos de história da comunicação brasileira narrada pelo próprio Boni.

De acordo com a Folha de S. Paulo, Boni é considerado um dos fundadores da televisão brasileira moderna, ao lado do executivo Walter Clark. Sob sua batuta decolaram telenovelas e programas de estrondoso sucesso.

Ainda segundo o periódico, ele “também arquitetou a matriz estratégica da Globo, integrando as áreas de produção, entretenimento, jornalismo. E teve papel fundamental no projeto de integração nacional da emissora. Se hoje a Globo detém 45% da audiência e 72% do faturamento publicitário entre as TVs, deve grande parte disso a seu legado”.

Boni precisou de quatro meses para colocar em mais de 400 páginas as suas memórias profissionais. “Os capítulos iniciais dão conta de seus primeiros passos no universo da comunicação. Ele conta que desde criança gostava de assistir televisão, inclusive a "chuvinha na tela" quando saía do ar. Publicitário de mão cheia, criou slogans como o famoso "Varig, Varig... Varig!". Foi dono de gravadora, de produtora, passou por várias rádios e TVs até chegar na Globo”, diz a Folha de S. Paulo.

Texto publicado originalmente no Jornal Classe A, de Joinville (SC)

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