segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mostra Contemporânea de Dança tem atrações definidas


Sete Companhias de Dança do Brasil se apresentam no Teatro Juarez Machado e espaços alternativos durante o Festival de Dança de Joinville

O Festival de Dança de Joinville começa a dar o nome das estrelas que brilharão pelos palcos de Joinville de 20 a 30 de julho de 2011. Após uma seleção envolvendo grupos e coreografias do Brasil e do exterior, sete foram selecionadas para a Mostra Contemporânea de Dança, destinada a Companhias Profissionais e realizada no Teatro Juarez Machado ou em espaços alternativos ainda a definir de acordo com as necessidades de cada espetáculo.

Foram 113 trabalhos inscritos de 90 companhias de dança. Dessas, 17 coreografias vieram do exterior, totalizando dez grupos de fora do Brasil, como Argentina, França, Itália, Estados Unidos, Suíça, Portugal e Geórgia.

O Conselho Artístico do Festival primou pela excelência artística e qualidade dos espetáculos como critério principal para a seleção. Quem prestigiar as apresentações este ano vai assistir criações diversificadas, muitas delas voltadas para a cultura nacional, envolvendo samba e até capoeira, com os paulistas do Ritmo´s Family no espetáculo “Corpos Opacos” e o Núcleo Duo Ferron com seu “Sapatos Brancos”.

Já outra coreografia surgiu a partir da junção entre dança e criação multimídia. É o caso de “Na Véspera de Não Partir Nunca”, do Grupo Tápias, do Rio de Janeiro, que capta o movimento da intérprete e com ele gera sons mediados pelo computador e somados à voz e ao trompete ao vivo.

Outra companhia que também retrata a população brasileira e suas origens são os mineiros da SeráQ. Companhia de Dança. O Espetáculo “Q´eu Isse” faz um recorte das raízes afro-indígenas e a as influências sonoras de origem “Buntus” na pronúncia do nome feita ao estilo “mineirês”.

Já a carioca Lavinia Bizzotto traz a Joinville o seu solo “Na Dobra do Tempo” com o conceito de virtuosismo e de prosaico; o surgimento dos movimentos a partir da avaliação do próprio corpo sobre suas possibilidades. Para abordar as inquietudes do amor, da solidão, do poder e da morte, sobe ao palco a Terpsí Teatro de Dança, de Porto Alegre (RS), com “Ditos Malditos: Desejos da Clausura”.

Com músicas do consagrado cantor e compositor Zeca Baleiro, a Ribeirão Preto Cia de Dança (foto acima) apresenta na Mostra o espetáculo “Sobre Nós”. A 11ª edição da Mostra Contemporânea de Dança ocorre de 21 a 29 de julho.


Agende-se:

21 de julho
Lavínia Bizzoto – Rio de Janeiro (RJ)
Espetáculo: Na Dobra do Tempo
Duração: 20 min

Um corpo estilizado em movimentos prosaicos

A bailarina Lavinia Bizzotto apresenta o seu solo “Na Dobra do Tempo” sobre o virtuosismo do prosaico e do simples, a partir de poses de espera e gestos inacabados. Durante a performance, ela expressa a busca do corpo por pensar e avaliar as suas possibilidades de ação no mesmo momento da atuação, como se cada gesto ou movimento surgisse naquele instante. Lavínia dançou por dez anos na companhia Quasar, de São Paulo e tem como característica o corpo hábil e capaz de executar movimentos complexos e estilizados.

Ficha Técnica

Companhia: Lavínia Bizzotto
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Espetáculo: Na Dobra do Tempo
Tempo de Duração: 20 minutos
Coreógrafa: Juliana Moraes
Trilha Sonora: Bruce Henri
Elenco: Lavínia Bizzotto
Figurino: Lavínia Bizzotto e Juliana Moraes
Produção Executiva: Bruce Henri



21 de julho
Grupo Tápias – Rio de Janeiro (RJ)
Espetáculo: Na Véspera de Não Partir Nunca
Duração: 30 min

Na Véspera De Não Partir Nunca (À la veille de ne partir jamais)

“Na Véspera De Não Partir Nunca” é um trabalho que reúne a dança à criação multimídia. O nome do espetáculo é o mesmo de um poema de Fernando Pessoa e reúne em cena o compositor e trompetista Serge Adame – e a bailarina Flávia Tápias. A captação dos movimentos da intérprete gera sons mediados pelo computador, somados à voz e ao trompete ao vivo. “Os estímulos elétricos percorrem o corpo - vibrações sensíveis e tênues - que refletem a solidão impregnada no poema de Pessoa”, afirma Flávia. O projeto teve origem nos meses em que Flávia Tápias morou na França. A convivência com os artistas locais a fez aproveitar a estadia para falar do exílio, mesmo que voluntário e temporário, trazendo à tona as suas lembranças.


Ficha Técnica

Direção artística – Giselle Tapias
Coreografia – Flavia Tapias
Criação da trilha sonora – Serge Adame
Primeiro vídeo – Marcio Schwartz
Segundo vídeo – Lucas Rodrigues
Fotografia – Mauro Kury
Iluminação – Tabata Martins
Som – Letícia Andrade
Interprete – Flavia Tapias
Músico – Serge Adame
Produção – CDPDRJ



22 de julho
Q. Será Cia de Dança – Belo Horizonte (MG)
Espetáculo: Q´eu isse
Duração: 55 min

Mineiros do Q. Será resgatam a origem afro-indígena

Q´eu Isse é um espetáculo que investiga as noções de identidade da população brasileira, com um recorte especial da população afro-indígena. Q´eu isse, ou que eu fosse, é resultado de uma pesquisa histórica e estética. O argumento foi a observação do ciclo de festejos populares religiosos afro-mineiros. A intenção da Cia. Q. Será, de acordo com o coreógrafo Rui Moreira, é de um espetáculo de dança contemporânea que se propõe a visitar trajetórias da imigração africana e suas relações convergentes e cruzamentos históricos com culturas indígenas do Brasil.

Ficha técnica:

Direção Geral: Rui Moreira
Assistente de Direção Artística: Bete Arenque
Roteiro: Adyr Assumpção
Coreógrafo: Ruy Moreira
Cenografia e figurinos: Bia Lessa
Iluminação: Pedro Pederneiras
Trilha sonora original: Milton Nascimento
Tempo: 55 mim



23 de julho
Cia Ritmo´s Family – São Paulo (SP)
Espetáculo: Corpos Opacos
Duração: 50 min

Hip Hop e House Mix em “Corpos Opacos”

No palco, seis dançarinos ao ritmo das danças urbanas nova-iorquinas. Todos evoluindo sobre os ritmos Hip Hop e House Music, compartilhando e expressando o "feeling", a força e a riqueza dessa cultura. O Grupo Ritmos Family apresenta na Mostra Contemporânea de Dança 2011 um espetáculo que representa a magia da vontade de crescer e melhorar.
A cultura Hip Hop como uma linguagem universal, um modo de expressão de toda uma geração. A essência de Corpos Opacos é respeitar os fundamentos da dança urbana, com seus apelos sociais e códigos, sem esquecer as raízes da cultura brasileira, especialmente a capoeira e o samba, presentes nesse espetáculo. Cinquenta minutos de vibrações, uma energia especial e própria do Brasil. Os corações brasileiros representados numa cultura norte-americana. Um encontro das culturas urbanas do mundo todo!


Ficha Técnica
Tempo de Duração: 50 minutos
Coreógrafo: Edson Gonzaga Guiu
Trilha Sonora: Organização e Músicos: DJ Sam One
Compositores: DJ Sam One
Elenco: Adriano Mendes, Rogerio de Paula, Kleber de Paula, Thiago Vianna e Helbert Pereira
Ensaiador: Cleiton Alves
Diretor: Adriano Mendes
Fotografia: Gislaine Miyomo.



27 de julho
Núcleo Duo Ferron – São Paulo (SP)
Espetáculo: Sapatos Brancos
Duração: 60 min


Samba e carnaval na Mostra Contemporânea de Dança

Luis Ferron vem ao palco abordando as tradições do carnaval paulistano, as suas escolas de samba e especialmente o ritual presente na dança do Mestre Sala e Porta Bandeira com riqueza de figurinos e cenários, além do som hipnotizante da percussão. No palco da Mostra Contemporânea de Dança um espetáculo de deixar o público com vontade de sambar, já que esta é uma criação que foca na diversidade cultural da maior festa popular brasileira: o carnaval.

Ficha Técnica
Direção e Concepção: Luis Ferron
Assistente de Ensaios: Tony Siqueira
Intérpretes: Luis Ferron, Tony Siqueira, Zélia de Oliveira, Mestre Ednei Mariano, Mestre André, Maurici Brasil e Jorge Luis Nascimento
Trilha sonora digital: Loop B
Músicas: Luis Ferron e Mestre André
Tempo: 60 min



28 de julho
Ribeirão Preto Cia de Dança – Ribeirão Preto (SP)
Espetáculo: Sobre Nós
Duração: 28 min


Grupo de Ribeirão Preto utiliza trilha de Zeca Baleiro na Mostra Contemporânea de Dança
A Ribeirão Preto Cia de Dança sobe ao palco da Mostra Contemporânea trazendo no seu repertório musical o cantor e compositor Zeca Baleiro. O grupo descreve conceitualmente a sua criação, citando Padre Cesar Cruz da seguinte forma: “Quem é o outro? Na nossa vida há pessoas que nos marcam de muitas e variadas maneiras. Há quem passe simplesmente na rua e o seu olhar fica vagueando na nossa memória por infinitos instantes e pensamentos. Há quem simplesmente passa por nós e olhamos como quem olha para o desconhecido; há aqueles que nos tocam pela sua maneira de ser, os que nos ferem sem aparente razão de ser, e há aqueles que ficam habitar em nosso coração”.

Ficha Técnica
Coreógrafa: Liliane Grammont
Músicas: Zeca Baleiro
Direção: Luciana Junqueira
Tempo: 28 min




29 de julho
Terpsi Teatro de Dança – Porto Alegre (RS)
Espetáculo: Ditos Malditos: Desejos da Clausura
Duração: 55 min


As inquietudes do amor

Não só do amor, mas da solidão, poder e morte. A proposta do trabalho da Terpsi Teatro de Dança é o de enfocar a ambigüidade dos personagens que é desvendada a partir do olhar do observador. “Desejos da Clausura” evidencia o paradoxo entre o congelar para preservar e o congelar para destruir salvaguardando a morte que serve de alimento para a vida. O espetáculo da renomada coreógrafa Carlota Albuquerque tem trilha sonora de Alvaro Rosacosta.


Ficha Técnica
Direção: Carlota Albuquerque
Professora Convidada: Simonne Rorato
Elenco: Angela Apiazzi, Gabriela Peixoto, Raul Voges, Edson Ferraz, Francine Pressi, Gelson Farias
Iluminação: Alvaro Rosacota
Música: Alvaro Rosacota e Trepsi Cia de Dança
Figurinos: Anderson de Souza


fonte: Diogo Maçaneiro - Assessoria de Imprensa

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