quinta-feira, 28 de abril de 2011

Humberto Gessinger lança “Mapas do Acaso” em Joinville

O vocalista e líder da banda Engenheiros do Hawaii, Humberto Gessinger, estará no Joinville Garten Shopping, numa iniciativa da Livrarias Curitiba, a partir das 19h30min dessa quinta-feira, 28 de abril de 2011, para lançar e autografar seu mais recente livro, intitulado "Mapas do Acaso". A entrada é franca.


Rascunhos de letras nunca gravadas, evocações do processo de criação, mas, principalmente, lembranças musicais dão o ritmo do novo livro do líder dos Engenheiros do Hawaii. O próprio Humberto Gessinger apresentou a publicação aos fãs em uma twitcam no dia 11 de janeiro, antes mesmo da chegada da obra às livrarias. A experiência fez o músico aparecer na concorrida lista dos TTs mundiais do twitter.

Este é o segundo livro que escreve usando a banda e a música como fio condutor. Gessinger estreou com "Pra Ser Sincero", há um ano, que lançou como alusão aos 25 anos do surgimento dos Engenheiros do Hawaii. Com "Pra Ser Sincero", que já vendeu mais de 10 mil exemplares, o músico percorreu o Brasil fazendo pocket-shows e sessões de autógrafos, iniciativa que será repetida com "Mapas do Acaso".

"Pra Ser sincero era mais linear, mais comprometido com a cronologia. Mapas do Acaso é mais livre e mais emocional. É como se, no primeiro livro, escritor e leitor estivessem se conhecendo e, agora, no segundo, estivessem tomando um vinho tinto ou um chimarrão juntos”, explica Humberto.

Em "Mapas do Acaso", Humberto Gessinger passa o passado a limpo, resgata momentos especiais da sua intimidade desde menino e conta novas velhas histórias dos Engenheiros do Hawaii, nunca antes publicadas. De Passo Fundo a Moscou, passando por "Esparta Alegre", lembranças de um futuro que ele imaginava dão forma a essas linhas conduzidas pelos mapas do acaso.

Confira uma breve entrevista com o cantor

1. O que "Mapas do Acaso" e "Pra Ser Sincero" têm em comum e o que os diferencia?

R: Em ambos eu narro passagens da minha vida pessoal e profissional. Outra semelhança são as letras de músicas (123 no Pra Ser Sincero, 45 no Mapas do Acaso), muitas delas comentadas.

2. Em quanto tempo o livro ficou pronto?

R: Escrevi em um mês. Demorei mais para montar o quebra-cabeças. O texto é divido em "Notas Mentais Para Uma Próxima Vida". Eu também queria inserir alguns artigos que escrevi para livros, jornais e revistas ao longo dos últimos 20 anos. Acho que eles interessam pelo que dizem, pelo testemunho do tempo em que foram escritos e pela relação com as "Notas Mentais".

3. Como tem sido a experiência da twitcam?

R: Meu trabalho sempre foi muito específico e autoral. Estas ferramentas que possibilitam chegar ao pessoal que se interessa no que eu faço, sem filtros, na veia, são fundamentais. A twitcam mais recente, na qual mostrei o livro, foi incrível. Levei um susto quando me disseram que chegou aos TTs mundiais! Sem divulgação, só via twitter...

4. Qual a sensação ao expor para inúmeros leitores lembranças de infância, teses particulares, descrição de momentos íntimos etc.?

R: De alguma forma tudo já estava nas entrelinhas das canções que compus. Escrevi estes livros no mesmo estado mental em que escrevi minhas músicas. Grandes partes deles eu até posso cantar. Tão importante quanto os fatos é a forma como lidamos com eles. A chave para estes livros não são declarações bombásticas ou segredos que mudarão a história da cultura ocidental, nada disso, é uma conversa simples de um cara que viveu um monte de coisas e está tentando descobrir se elas fazem algum sentido.

5. Esperava uma procura tão grande ainda durante a pré-venda do livro?

R: Eu sempre acho que ninguém vai se interessar. Faz 25 anos que me surpreendo com a generosidade dessa galera que me acompanha de forma tão fiel. Não sei se mereço, mas agradeço.

6. Qual a diferença entre viajar pelo país para tocar, fazer shows e para sessões de autógrafos?

R: Até a maneira como as pessoas carregam livros é diferente da maneira como elas carregam discos. Fico observando a linguagem corporal nas filas de autógrafo, as pessoas abraçando os livros junto ao peito... é outra vibração. Nos shows, é tanta adrenalina... é difícil receber as pessoas no camarim. Muitos fãs de vários anos fui conhecer pessoalmente agora, nas sessões de autógrafo.

foto: PG Florence

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