segunda-feira, 14 de junho de 2010

50 Cent traz sua nova turnê mundial para Florianópolis em julho


Considerado um dos maiores cantores de rap da atualidade, o norte-americano traz sua nova turnê mundial para o Brasil, com apresentações em Salvador, Goiânia, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Florianópolis

Quase 30 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, oito Top 10 na Hot 100 hits da Billboard (incluindo três primeiros lugares), dezenas de prêmios, uma quantidade igual de polêmicas (incluindo 9 balas que o atingiram em 2000) e cinco discos aclamados pela crítica e pelo público: esse é Curtis Jackson, “Fiddy” para os íntimos, ou como é conhecido no mundo inteiro, 50 Cent, um dos principais nomes do cenário hip-hop mundial, que está de volta ao Brasil em julho, quando traz para o país a aclamada turnê mundial de lançamento de seu último disco, Before I Self Destruct.

Intitulada “The Invitation Tour”, a turnê passará por Salvador (Wet´n Wild, 09/07), Goiânia (Faculdade Fasam, 10/07), São Paulo (Via Funchal, 15/07), Belo Horizonte (Estádio do Mineirinho, 16/07), Rio de Janeiro (Marina da Glória, 17/07) e Florianópolis (Passarela Nego Querido, 18/07).

Lançado em 2009, Before I Self Destruct teve produção e participações de Dr. Dre e Eminem. Além do álbum, foi ainda lançado um filme, com o mesmo nome, que segue a ascensão fenomenal de 50 Cent de herói da cultura de rua a ícone pop mundial.

Desde 2003, quando participou do documentário “The New Breed”, 50 Cent vem investindo também na carreira de ator cinematográfico – atualmente ele tem pelo menos cinco filmes prontos para estrear.

No último, “Things Fall Apart”, ele vive um jogador de futebol que descobre que tem câncer – o rapper surpreendeu o mundo ao aparecer quase 30 quilos mais magro, uma exigência do papel.

Além de seu selo de gravação, G-Unit Records, 50 Cent aproveitou seu grande sucesso global em uma vasta gama de investimentos empresariais, incluindo videogames, roupas, calçados, bebidas, produtos de cuidado pessoal e produtos automotivos. Ele se uniu ainda ao renomado colunista do New York Times, Robert Greene (“As 48 Leis do Poder”) para lançarem juntos um livro, “A 50a Lei,” que integrou a lista dos mais vendidos do New York Times.

The Invitation Tour: O Show

“The Invitation Tour”, a turnê mundial de lançamento do álbum “Before I Self Destruct” já foi vista pelos europeus, norteamericanos, canadenses e chega agora ao Brasil.

O show inclui no roteiro boa parte das canções do novo CD, mas não deixa de fora os maiores hits do artista, que enlouquecem a platéia. Durante uma hora e meia de espetáculo, o rapper mostra toda a sua forma em hits como "I Run New York", "What Up Gangsta” e “In da Club”. Os arranjos e a pegada ao vivo tem sido saudados pelos críticos como uma nova fase do rapper novaiorquino, e soam bem diferentes das gravações e do que se ouve nas rádios.

O show começa mostrando imagens de um helicóptero voando sobre os telhados de uma cidade à noite. Uma grande explosão de luz acontece no céu, dois jatos de fogo explodem no palco e 50 Cent chega acompanhado de um DJ que fornece as poderosas batidas de “What Up Gangsta”. Logo são seguidos pela banda de 4 músicos. Os temas são simples e diretos. “Gunz Comne Out” é acompanhado de uma mostra fetiche de imagens de armas nos telões, todas apontando e atirando diretamente na audiência, e em “I get Money”, nuvens de notas de 1 dólar caem em cima do público.

O maior tema no entanto é sempre a sensualidade, que está presente durante todo o show na performance apaixonada do rapper. Em “Got the Magic Stick/I am the love doctor”, “PIMP” e especialmente em “Ayo Technology”, seu hit que tem a participação de Justin Timberlake, as imagens acompanham o cantor, mostrando sensualidade e sugerindo uma leve e excitante pornografia.

O show termina com uma exuberante versão de “In Da Club”, com o cantor fazendo um sensual strip tease e jogando as peças para a platéia, até revelar o emblemático calção de pugilista branco.

Para a crítica internacional, 50 Cent mostra nesta turnê uma nova faceta de sua personalidade, cheio de charme e atenção com o público. Em dois momentos distintos do show ele chama jovens ao palco para cantar junto, dançar e os enche de palavras de incentivo, levando os fãs ao delírio. Sua inegável capacidade de fazer rimas e seu carisma no palco atestam o bom momento e a forma física invejável, de um artista no auge de sua capacidade criativa. Sua banda soa enorme ao vivo, criando novas sonoridades e nuances diferentes para sucessos consagrados.

Shows no Brasil terão várias participações

Além do show de 50 Cent, o público brasileiro também terá outras atrações para curtir: em Salvador a abertura fica por conta de Charlie Brown Jr e Adão Negro. Em São Paulo, os shows de abertura serão de Du Ghettu e DJ Negralha; em Florianópolis,também estão confirmadas apresentações dos DJs FMZ, Ploc, King, Cia e Thaide; em Goiânia, haverá a participação dos DJs Richard Grey, Igo Gorgoda e 2 Fuel.

Na noite carioca haverá um show de abertura com o Du Ghettu e a presença de vários DJs: Negralha, Sany Pitbull, Lulinha e Shark tocam no Palco Principal e a pista VIP terá a presença dos DJs Reza, João Paulo, Beto Pedrosa, Rafael Nazareth e Rogério Gonçalves.

50 Cent: Uma Biografia

Curtis James Jackson III nasceu em Nova Iorque, em 6 de julho de 1975, e ficou conhecido internacionalmente pelo nome artístico 50 Cent. Ele chegou à fama com o lançamento dos álbuns Get Rich or Die Tryin' (2003) e The Massacre (2005). Em 2007 lançou Curtis. Juntos, os seus quatro álbuns somam cerca de 30 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.

Nascido em South Jamaica, no Queens, Jackson se integrou ao tráfico de drogas com doze anos, durante a epidemia do crack, na década de 1980. Depois de deixar o tráfico de drogas para começar uma carreira no rap, ele foi baleado com nove tiros durante um incidente em 2000. Após a gravação do álbum Guess Who's Back?, Jackson foi descoberto pelo rapper Eminem e assinou contrato com a Interscope Records.

Com ajuda dos já famosos Eminem e Dr. Dre, que produziram seu segundo álbum e primeiro sucesso comercial, 50 Cent tornou-se um dos rappers com as maiores vendas no planeta. Em 2003, fundou a G-Unit Records, com seus parceiros do grupo G-Unit: Tony Yayo, Young Buck e Lloyd Banks.

50 Cent se envolveu em várias brigas e discussões com outros rappers incluindo Ja Rule, Fat Joe, Jadakiss, Cam'ron, Rick Ross e os ex-membros do G-Unit, The Game e Young Buck. Ele também prosseguiu na carreira de ator, atuando no filme semi autobiográfico Fique Rico ou Morra Tentando em 2005, A Volta dos Bravos de 2006 e As Duas Faces da Lei de 2008.

A sua fortuna é estimada em $440 milhões de dólares, o que faz dele o terceiro rapper mais rico do mundo. Em 2009, 50 Cent foi escolhido como o sexto melhor artista da década e o sexto mais bem sucedido entre 2000-2009 pela revista Billboard. A publicação também o nomeou como o melhor cantor de rap deste período.

50 Cent por ele próprio

Sobre seu novo disco: “Eu levei um longo tempo para criar esse projeto e sinto que ele é o mais próximo para chegar à perfeição. Artisticamente, há limites impostos em cada artista com base em sua apresentação inicial. Percebi que o que fortificou Get Rich or Die Tryin foi a agressão.

Quando as pessoas ouvem esse projeto, eu quero que elas se lembrem porque no início resolveram gostar de mim e porque me fizeram sucesso. Mas a diferença entre Before I Self-Destruct e meus outros projetos até esse ponto está me mostrando conscientemente a minha imperfeição. Eu estou dizendo que o que eu digo não seria necessariamente a melhor coisa a dizer, mas tem alguma verdade.

Este é o oposto total de um rapper mediano, que escreve sobre um estilo de vida que ele aspira ao contrário do que ele realmente vive. Eu tenho o estilo de vida que a maioria dos rappers gostaria de ter. Mas eu estou refletindo mais sobre a luta do que sobre o que eu tenho conseguido.”

Sobre seu novo filme: “Eu perdi mais de 22 quilos por causa do papel no filme 'Things Fall Apart', onde interpreto um jogador de futebol que é diagnosticado com câncer. Em um período de nove semanas, eu me submeti a uma rígida dieta líquida, além de caminhar três horas por dia em uma esteira. Eu tive um amigo que sofreu de câncer e foi isso que me motivou a escrever este roteiro. Você não precisa levar tudo pro lado pessoal, mas nesse projeto eu levei. Eu tive que me disciplinar o bastante até conseguir, mas... eu consegui.” (“Things Fall Apart” estreará no ano que vem).

Sobre seu legado para os fãs: “O que eu ofereço ao público é algo que eu não acredito que possa ser repetido: eu e minhas experiências. E qualquer coisa que você faz bem, querem isso de você e nada mais. Eu estou bem com isso. Sinto-me confortável naquele espaço musical porque é nisso que eu me apaixonei. As pessoas vão crescer com você, se você continuar a fazer canções que os mantenham como fãs. Eu sempre fiz músicas que me permitiram ter mais sucesso do que qualquer um que tenha seguido esse caminho. Essa é a importância artística do 50 Cent”.

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