quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"Lucio 80-30" é encenada em Joinville


Neste final de semana, a sala Agripina Vaganova na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil em Joinville recebe a peça de teatro "Lucio 80-30", com Lucio Mauro, Lucio Mauro Filho, Alexandre Barbalho e Luly Barbalho. Nos dias 6 e 7 de novembro, a sessão é às 21 horas, e no dia 8, começa às 20 horas. Os ingressos estão à venda no posto de vendas no Biergarten.

O espetáculo "Lucio 80-30" já realizou temporadas no Rio de Janeiro, Campinas e São Paulo, participou do Festival de Inverno do SESC e realizou apresentações em Curitiba, Vitória, Florianópolis, Porto Alegre, Campo Grande, Salvador, Maceió e Belém. A peça celebra o amor filial e presta uma homenagem ao ofício de ator.

No palco estão reunidos pela primeira vez o ator Lucio Mauro, comemorando 80 anos de vida e 60 anos de carreira, e os filhos Lucio Mauro Filho, Alexandre Barbalho e Luly Barbalho. Além de dividir o palco com o pai, Lucio Mauro Filho é responsável pelo texto e direção do espetáculo.

A história gira em torno de um pai teimoso (Lucio Mauro) que aceita ser internado em um hospital, após um mal-estar prolongado. Nos exames é detectado algo suspeito, o que deixa o filho (Lucio Mauro Filho) muito preocupado. Durante uma semana pai e filho convivem sem saber quanto tempo ainda ficarão juntos.

Na angústia de tentar animar o doente, o filho resolve inventar um espetáculo com os dois. Unindo as experiências profissionais e pessoais que tiveram, eles começam a ensaiar uma peça onde passam a limpo suas vidas, seus acertos e erros, alegrias e vitórias, descobrindo onde suas histórias se encontram e revelando o imenso amor e admiração um pelo outro.

O cenário, de Guga Feijó e Lu Nicolini, recria um quarto de hospital e é composto por uma cama e um vaso sanitário. Na trilha, composta por André Moraes, um clássico popular da relação pai/filho: a música "Pai", de Fabio Junior. Na peça ela ganha várias versões em estilos diferentes, axé, rock, pagode e até uma interpretação de Maria Bethânia. O figurino criado por Ticiana Passos mistura ficção e realidade.

O pai

Há quase 60 anos, Lucio de Barros Barbalho deixou Belém do Pará, sua terra natal, para viver o sonho de ser ator. Naquele tempo, não existia televisão e nenhum pai tinha orgulho por seu filho seguir a carreira artística. Mas Lucio partiu, deixando o pai, Seu Luis, resignado e a mãe, Dona Júlia, com a certeza de que aquele menino ia longe. E foi.

Lucio Mauro é o único ator brasileiro que sabe de cor o poema "O Monólogo das Mãos", texto traduzido e adaptado por Oduvaldo Vianna Pai. Outro marco em sua carreira foram os 20 anos em cartaz com a peça Além da Vida, história de temática espiritualista.

Durante sua permanência em Recife, Lucio Mauro trabalhou em rádio; teatro; além de inaugurar a televisão no Nordeste. Lá atuou com Barreto Junior, Zé Santa Cruz, Arlete Salles, Procópio Ferreira, Bibi Ferreira, Chico Anysio, entre tantos outros. O ator foi pioneiro na implantação das redes de televisão. Passou pela TV Rio, Tupi, pela Excelsior, até pousar na TV Globo no Rio de Janeiro, onde fixou moradia.

Lucio Mauro fez personagens inesquecíveis, como o Fernandinho da Ofélia; e Da Julia (homenagem a sua mãe) no quadro de Alberto Roberto, um dos tipos mais famosos interpretados por Chico Anysio. Ele também dirigiu programas célebres como “Balança Mas Não Cai” e “A Festa É Nossa”.

“Seu Lucio”, como é carinhosamente conhecido, casou-se duas vezes e teve cinco filhos, em um deles colocou seu nome artístico, Lucio Mauro.

O filho

Como se fosse uma sina, Lucinho também foi mordido pelo bicho da atuação. Desde cedo começou a estudar teatro no Tablado, onde teve professores como Guida Vianna, Cacá Mourthé, João Brandão e Bernardo Jablonsky, além da mestra maior, Maria Clara Machado.

Aos 17 anos, Lucio iniciou sua carreira teatral. Ao longo de sua carreira, foi dirigido, entre outros, por Chico Anysio, Guel Arraes, João Falcão e Ivan de Albuquerque, seu mestre, com quem trabalhou durante seis anos até sua morte em 2001.

Lucio Mauro Filho protagonizou trabalhos no palco, como Hamlet e Bravo Soldado Schweik, seus últimos trabalhos em teatro foram: Lisbela e o Prisioneiro e Homem Objeto, espetáculo com o qual ganhou o Prêmio Austregésilo de Athayde, da Academia Brasileira de Letras, como melhor ator de teatro de 2002.

Na TV, interpretou personagens populares como o Alfredinho na dupla formada com Jorge Dória para o programa "Zorra Total" e atualmente interpreta o Tuco, filho encostado de "A Grande Família", programa de humor de maior audiência da televisão brasileira, que chegou aos cinemas em 2007.

Casado, pai de dois filhos, Lucinho não nega a origem e diz ter orgulho de poder carregar esse nome, Lucio Mauro, ao qual teve que acrescentar o “Filho”, para que o público possa saber quem é quem.

Ficha Técnica:

Texto e Direção: Lucio Mauro Filho
Texto Nós Os Palhaços: gentilmente cedido por Gugu Olimecha
Elenco: Lucio Mauro, Lucio Mauro Filho, Alexandre Barbalho e Luly Barbalho
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Figurino: Ticiana Passos
Cenografia: Guga Feijó e Lu Nicolini
Trilha Sonora: André Moraes
Fotos: Guga Melgar
Fotos Montagem: Roberto Campadelo
Assessoria de Imprensa: Eduardo Barata
Produtores Associados: Barata Comunicação & Tudo de Bom

Serviço:

Lucio 80-30
Teatro: Agrippina Vaganova – Escola de Teatro Bolshoi do Brasil
Informações: 3422-4070
Dias e horários do espetáculo: dias 06,07 e 08 de novembro
Horário – 21 horas; domingo 20 horas

Valores do ingresso: R$30,00 inteira
R$15,00 Estudantes , idosos , Funcionarios da Petrobras com apresentação da carteira da empresa
R$20,00 Pais de alunos do Bolshoi
R$10,00 alunos do Bolshoi
Capacidade do teatro: 450 lugares
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 1h20

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