quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Rafael Saar faz documentário sobre Baby do Brasil


O diretor Rafael Saar finalizou seu documentário sobre uma das mais conhecidas cantoras do Brasil. O documentário longa-metragem "Baby, do Brasil" parte da busca espiritual da cantora que dá nome à produção. Procura essa que foi incorporada à produção artísitca musical e cênica, como cantora, atriz e compositora. O filme passa pela experiência pós-tropicalista dos Novos Baianos, a carreira solo como Baby Consuelo e sua atual fase.

"Baby, do Brasil" é um filme documentário, com duração aproximada de 90 minutos, gravado em HD [majoritariamente] e em super-8, sendo finalizado em película 35mm. Reúne material de arquivo e imagens produzidas em shows atuais, cultos e entrevistas. Inclui ainda imagens inéditas do acervo pessoal da artista, filmes e vídeos de emissoras de televisão e museus.

Ela introduziu a guitarra no samba e no choro, regravou choros de Waldyr Azevedo ao lado de figuras históricas como Ademilde Fonseca e Sivuca e trouxe o regionalismo brasileiro a álbuns pop da década de 1980.

Colocando a música gospel ao lado da música secular [ou música não-gospel], o documentário trata dos limites entre uma e outra, entendendo como a artista insere suas questões espirituais em sua produção artística, modificando-a em paralelo à postura cênica ao longo de sua trajetória. Tal abordagem amplia a discussão de seus impactos frente ao mercado fonográfico e ao público de um país em que as diversas religiões e o sincretismo religioso refletem e influenciam o comportamento.

A atuação nos filmes O cangaceiro [Brasil/Itália, 1970, dir. Giovanni Fago] e Caveira my friend [Brasil, 1970, dir. Álvaro Guimarães], ambos filmados na Bahia, introduz Baby no cinema marginal baiano e no cenário pós-tropicalista, formando a base cultural da artista que chega a realizar alguns curtas-metragens em super-8mm. Influências cinematográficas que têm relação direta com a linguagem do documentário que retrata a figura de Baby, sempre associada à ousadia, irreverência e alegria.

A produção segue por aí e adentra mais ainda à história da cantora que no início se chamava Baby Consuelo e depois mudou seu nome artístico para Baby do Brasil.

Um comentário:

Júlio Servo disse...

Boa Renato! Mas sabe como adiquirir este documentário?

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