terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ópera "Chip And His Dog" em Jaraguá do Sul


Nos dias 17 e 18 de outubro, próximos sábado e domingo, respectivamente, a ópera "Chip And His Dog" é apresentada no palco do Grande Teatro do Centro Cultural da Sociedade Cultura Artística (Scar) de Jaraguá do Sul. A peça é de Giancarlo Menotti e está marcada para começar às 20 horas no primeiro dia e às 16 horas no segundo. É um espetáculo de duas cenas indicado para todas as idades. Os ingressos custam R$ 20,00, inteira, e R$ 10,00, meia, e podem ser comprados na secretaria do Centro Cultural. Mais informações pelo telefone (47) 3275-2477.

"Chip And His Dog" foi montada pela primeira vez em 1979 em Toronto no Canadá. Chegou ao Brasil em 2006 no Teatro Guaíra em Curitiba sob a regência de Alessandro Sangiorgi. A peça conta a história de um menino pobre que fabrica instrumentos musicais, mas não consegue vendê-los. O garoto tem como único e precioso tesouro um cão que faz coisas incríveis.

Para que os dois não morram de fome, o garoto decide vender o amigo. Dois mensageiros do palácio real batem à sua porta porque ouviram falar das proezas do animal e querem comprá-lo. O cão deverá fazer rir a princesa que está sob um encanto e vive de mau humor. Chip se despede do cão, que passa a viver uma nova realidade, distante do amigo. A segunda parte da ópera mostra o luxo do palácio, em contraste com a miserável casa de Chip.

Para esta montagem, os dois personagens principais, duas sopranos, vêm do exterior: Diana Daniel vem dos Estados Unidos, e Luisa Gianinni da Itália. A ópera terá a participação de uma orquestra de câmara e de um coral de 13 vozes. A direção é de Denise Sartori e regência de Jaime Zenamon.

Giancarlo Menotti nasceu em 1911, na Itália, mas tornou-se cidadão americano. Estudou em Milão e no Curtis Institute na Philadelphia, onde foi colega de Samuel Barber para quem mais tarde escreveu libretos. Durante quatro décadas foi um dos compositores mais atuantes dos Estados Unidos, sendo o maior sucesso entre 1940 e 1950.

Embora não seja considerado pelos críticos como muito inovador, é reconhecido por fazer a música antiga parecer moderna, e seu mundo musical é o do verismo italiano. Muitos dos seus enredos são modernos como a ópera The Cônsul (1950) que mostra a angústia reinante num regime totalitarista.

Entre as óperas mais conhecidas do autor estão “Amélia al ballo” (1937), “The old maid and the thief” (1939), “The telephone” (1947) - com 11 récitas na Broadway - e “The Saint of Bleecker Street” (1954). Suas obras posteriores incluem várias peças para crianças em estilo direto e atraente.

Diana Daniel começou a estudar canto aos 11 anos com Denise Sartori, em Curitiba. Aos 13, fez o primeiro solo com orquestra, cantando com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, vencendo o concurso Jovens Solistas da OSPA. Aos 14 anos, ganhou medalha de prata , em Los Angeles, no World Championships of Perfoming Arts e cantou em evento do Vaticano, em Roma.

Aos 15, cantou em Istambul, na Turquia, e venceu o concurso Jovens Solistas Petrobras Pró-Música, cantando com a orquestra sinfônica no Rio de Janeiro. Em 2003 iniciou seu bacharelado no Conservatório de Boston, EUA, onde estudou com Marilyn Bulli. Em Boston cantou vários papeis de ópera incluindo Ankhesenpaaten em "Akhnaten", de Philip Glass, Hermia em "A Midsummer Night’s Dream", Ottavia em "L’incoronazione di Poppea", e Cherubino em "Le Nozze di Figaro".

Em 2006 foi finalista e ganhou o Prêmio Especial do Júri durante o Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão, em Belém. No Teatro Guaíra, Curitiba, cantou os papeis de Chip na ópera de Menotti, Zerlina em "Don Giovanni", Flora em "La Traviata", e Virginia na estréia de "O Fantasma de Canterville", de Zenamon.

Em 2007, iniciou sua pós-graduação no Royal College of Music, em Londres. Em 2008 cantou o papel de Zulma em "L’Italiana in Algeri" no Teatro Comunale di Adria, Itália. Em Londres, cantou a peça "Bouchara" de Claude Vivier em concerto de música contemporanea no RCM, a peça "Lenore" de Fernando Covello na National Portrait Gallery, e o papel de Cleofe no oratório "La Resurrezione" durante o Festival de Handel de Londres.

Em 2009, foi a solista principal na estréia mundial da ópera "The First of Love" de Ursula Kwong-Brown, no Miller Theater, Nova Iorque, onde mora atualmente.

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