quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

The Doors – L.A. Woman


É inegável que o The Doors é uma das mais importantes bandas da história do rock. Além da música mais famosa, “Light My Fire”, o grupo comandado pelo vocalista Jim Morrison era adepta do bom rock and roll em todas as suas gravações. No disco “L.A. Woman”, de 1971, não é diferente. Algumas grandes canções estão aqui.

Para começar, “The Changing”, com um gingado dançante, primeiro abre espaço para um curto solo de órgão, comandado por Ray Manzarek, para depois Jim Morrison mostrar a forte voz. O instrumento de Ray, aliás, era uma das principais características dos The Doors.

“Love Her Madly” mantém o ritmo, através do baixo de Jerry Scheff, e o pulso do grupo da Califórnia, Estados Unidos. Nesta faixa, o que chama a atenção é o rock and roll em uma etapa da transição entre o som antigo, de Little Richard, por exemplo, e o de hoje em dia.

Jim Morrison era conhecido por ser um band-leader sempre à beira da morte, com seus atos extremos. Um pouco de sua desilusão surge em “Been Down So Long”. Um blues com semelhanças ao som do Creedence Clearwater Revival. Aqui, se destaca o solo da guitarra de Robbie Krieger, apoiada pela guitarra base de Marc Benno.

Em “Car Hiss By My Windown”, o blues se aproxima aos clássicos timbres de B.B. King. Sonoridade que o próprio The Doors já havia mostrado em “Roadhouse Blues”. Um dos grandes clássicos da banda é a faixa título “L.A. Woman”, uma trilha sonora perfeita para uma corrida de carro em um filme. Aqui, o grupo mostra que ainda tinha pulso com a batida seca da bateria de John Densmore.

Uma canção com ar mais sinistro é “L’America”, em que os efeitos de guitarra remetem a filmes antigos de terror. A voz grave e forte de Jim Morrison repetindo “L’America, l’America, l’America” também ajuda. Isso sem contar com o toque marcial da bateria e os barulhinhos agudos tirados do órgão. Depois o som muda para um rock and roll, mas a atmosfera volta logo depois.

“Hyacinth House” lembra aquelas canções alegres de paz dos anos 1960 quando todos se balançavam de um lado para outro. (Tenho em minha mente agora o final do DVD “Rock And Roll Circus” dos Rolling Stones, mas a sonoridade não tem muito a ver). Até Jim Morrison está mais calmo aqui, cantando mais pausadamente e controlado.

Em “Crawling King Snake”, os The Doors resolveram fazer um som um pouco diferenciado, tirando barulhos estranhos da guitarra e do baixo. O que se conclui de uma faixa dessas é a veia blues ainda bem característica. Incluindo a forma escolhida para entrar o solo de guitarra.

Outro blues bem marcado, só que com guitarra cheia desta vez, é “The WASP (Texas Radio and the Big Beat)”. Aqui Jim Morrison começa discursando e os instrumentistas mostram qualidade para emoldurar uma melodia criativa e instigante. Só passados do 1 minuto e meio de faixa que o vocalista canta mesmo.

Os The Doors fecham “L.A. Woman” com o que se tornou um de seus maiores sucessos: “Riders On The Storm”. O som vem chegando calmo e sombrio com sons de chuva e trovoadas. Esse também se tornou o nome do projeto atual dos remanescentes do grupo.

“L.A. Woman” foi o último disco lançado com Jim Morrison ainda vivo. Em 1971, ele já não era mais o sex simbol de anos anteriores por escolha própria. Cansado de tanta popularidade, deixou a barba crescer, como aparece na capa deste álbum, e adquiriu uma considerável barriga. Jim Morrison morreu com 27 anos de idade em 2 de julho de 1971.

Nota 7

Músicas de “L.A. Woman”

1. The Changing
2. Love Her Madly
3. Been Down So Long
4. Car Hiss By My Windown
5. L.A. Woman
6. L’America
7. Hyacinth House
8. Crawling King Snake
9. The WASP (Texas Radio and the Big Beat)
10. Riders On The Storm

Assista a um vídeo do The Doors na lista de reprodução do O Caminhante Noturno na barra ao lado.

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