sábado, 18 de maio de 2013

Paul McCartney - Memory Almost Full


Recentemente o ex-beatle Paul McCartney passou mais uma vez pelo Brasil. O cantor tem vindo todo ano para o País para alegria dos fãs brasileiros. Eu mesmo estive em seu show em Florianópolis. Em mais uma rápida passagem, agora na turnê Out There, o baixista fez apresentações em Belo Horizonte, no dia 4 de maio; em Goiânia, no dia 6 de maio; e em Fortaleza, no dia 9 de maio. Como é de praxe, o inglês "soltou" as expressões típicas de cada região em português, eu, particularmente, achei muito engraçado, quando disse "ô trem bão sô".

Para celebrar mais uma passagem de sir Paul McCartney, hoje vou mencionar aqui o elogiadíssimo "Memory Almost Full", disco de inéditas do cantor lançado em 2007 e que teve boa repercussão. Realmente, concordo com os críticos que mencionam ser este um ótimo álbum, inclusive com canções que têm sido tocadas ao vivo pelo ex-beatle e, devido sua alta qualidade, se encaixam perfeitamente com o repertório de sucessos antigos de seus longos set lists - seus shows têm durado cerca de três horas.

"Memory Almost Full" começa com tudo com "Dance Tonight", música bem interessante que tem realmente feito parte dos shows de McCartney. O mesmo acontece com a quarta faixa "Only Mama Knows", que se trata de um rockão, de riff inventivo e ritmo animado.

O disco também é composto de belas canções, mais introspectivas, como "You Tell Me" e "Gratitude". "Mr. Bellamy" é uma faixa de feitura inteligente, que se mescla noções mais modernas a um bem trabalhado riff de piano, se é que isso é possível.

"Memory Almost Full" tem ainda outras grandes canções que demonstram como sir. Paul McCartney ainda é capaz de criar belas músicas mesmo tantos anos após o auge dos Beatles, que foi no final dos anos 1960. Ainda com os shows de três horas de duração, o ícone da música mundial mostra que continua firme e pode fazer bastante ainda para os fãs.

Músicas do disco "Memory Almost Full", de Paul McCartney

1. Dance Tonight
2. Ever Present Past
3. See Your Sunshine
4. Only Mama Knows
5. You Tell Me
6. Mr. Bellamy
7. Gratitude
8. Vintage Clothes
9. That Was Me
10. Feet in the Clous
11. House of Wax
12. The End of the End
13. Nod Your Head

domingo, 12 de maio de 2013

Humberto Gessinger - show em Joinville 2013


Então, Humberto Gessinger voltou a Joinville mais uma vez. Apesar do ótimo show apresentado, como tem sido em todos os tempos com relação ao líder do Engenheiros do Hawaii, uma ressalva fica pendente. Precisava mesmo o show começar com mais de duas horas e meia de atraso? Esse fato não é inédito em se tratando de Gessinger em Joinville. Há anos atrás, sua banda se apresentou no Big Bowlling de Joinville e ocorreu a mesmíssima situação: apresentação marcada para as 23 horas e começando depois das 1h30min da madrugada.

O atraso de Humberto Gessinger é um fato que não combina mais com o que tem acontecido com os shows em geral no Brasil, pelo menos considerando Joinville e região. Vale a pena delimitar que o Joinville Square Garden não é uma balada propriamente dita, em que as pessoas vão para curtir a noite e, no meio da balada, temos o show. Acontece que se trata de um local de show e só, de modo que, todas as pessoas que estavam lá apenas esperavam o show e não, de fato, curtiam, a noite.

É por isso que o atraso de duas horas e meia incomoda tanto. É diferente de quando, por exemplo, se vai no Rancho Maria's em Balneário Camboriú, por exemplo, e se espera o show do Jota Quest, situação que já ocorreu comigo, e em que haviam vários DJs programados para aquela noite e eram realmente atrações.

Nesse caso dessa sexta-feira, o local apenas funcionava com um som ambiente, até bem selecionado com sons de rock brasileiro. Ainda considerando que a 9 de Espadas, banda de abertura do evento, começou só às 00h30min, ou seja, 1 hora e meia depois do que estava marcado no cartaz... Em outros shows, como Pearl Jam, Madonna, Beyoncé e Paul McCartney, isso não ocorre. O horário marcado é o de início.

Pois então, tirando essa situação bastante incômoda para quem esteve esperando por mais de duas horas, o show de Humberto Gessinger é muito interessante. Dessa vez, o músico veio em formato trio, ou seja, baixo e voz, guitarra e bateria, sendo que em determinadas canções, Gessinger voltou-se à gaita e a um teclado.

Foi assim que diversos sucessos foram apresentados fazendo com que os fãs presentes cantassem juntos. Gessinger e sua banda cantaram músicas como "Até o Fim", "Armas Químicas e Poemas" e "Somos Quem Podemos Ser". Posso destacar de pronto a canção "Eu Que Não Amo Você", em que foi criado um clima bem emocionante e ainda.

No início do show, Humberto Gessinger avisou que tocaria músicas de todos os seus discos, em todos os seus projetos, seja o Engenheiros do Hawaii, Pouca Vogal ou outros. Nesse projeto solo, o compositor aproveita para dar vazão a sons pouco executados em outras oportunidades. É assim que, ele se libera a tocar, por exemplo, a canção "Tchau Radar!" ou ainda "A Violência Travestida Faz Seu Trottoir", em que, nesse show, ele faz uma evolução muito parecida (mesmo!!!!) com Pink Floyd.

Por fim, concluo dizendo que gostaria de ver outros shows de Gessinger em Joinville, seja como Engenheiros do Hawaii, Pouca Vogal ou em carreira solo, e que a apresentação começasse o mais próximo do horário marcado, como sinal de respeito aos fãs. Ok, não precisa começar às 23 horas, mas que a banda de abertura comece nesse horário, para que a atração principal suba ao palco lá pelas 23h59min. Será que seria possível?

domingo, 28 de abril de 2013

Engenheiros do Hawaii - Acústico MTV


Humberto Gessinger passará mais uma vez por Joinville nesse próximo mês de maio. Após ter vindo para lançar um de seus livros e para fazer shows com seus projetos Engenheiros do Hawaii e Pouca Vogal, o cantor gaúcho aparece pela primeira vez para tocar em nome próprio, em carreira solo. O evento está marcado para o dia 10 de maio, uma sexta-feira, no Joinville Square Garden e terá a participação especial do comunicador Mr. Pi, da rede Atlântida FM de Porto Alegre. A banda joinvilense 9 de Espadas abrirá a noite.

Os ingressos já estão à venda seja por meio físico, na Game Mania do Shopping Cidade das Flores ou filial da mesma loja do Giassi Supermercado. No primeiro lote, os ingressos custam R$ 40,00 para a pista e R$ 60,00 para a pista VIP. É possível ainda adquirir as entradas pela internet no site TicketCenter. Por isso, resolvi hoje escrever sobre o primeiro acústico que os Engenheiros do Hawaii gravaram para a MTV. Anos depois, eles lançaram mais um ao vivo pela emissora de televisão.

Assim, como sempre faz, Humberto Gessinger sempre apresenta versões novas para os mesmos clássicos. Acredito que é dessa forma que ele encontra ânimo para tocas os mesmos hits que os fãs não podem deixar de ouvir. É assim que ele mantém em seu repertório canções como "O Papa É Pop", "Infinita Highway" e "Terra de Gigantes", que estão aqui nesse acústico.


Mas Gessinger é mais que os sucessos, ele se mantém em atividade criativa compondo novas canções. E isso não é diferente no "Acústico MTV". É assim que temos faixas como "Depois de Nós", "Armas Químicas e Poemas" e "Outras Frequências". O guitarrista também inclui em seus sets músicas não tão famosas, mas que são igualmente boas, como "Dom Quixote", "Eu Que Não Amo Você" e "Refrão de Bolero".

Nesse CD, que também está disponível em DVD, os Engenheiros do Hawaii receberam duas participações especiais. A filha do vocalista Humberto Gessinger, Clara Gessinger, canta com ele em "Pose" e do ex-baterista e fundador da banda, Carlos Maltz, em "Depois de Nós", de sua autoria.

Acho bastante interessante o conjunto de três canções que os Engenheiros do Hawaii escolheram para fechar o álbum. Trata-se da já citada "Depois de Nós", seguida por "Somos Quem Podemos Ser" e sua versão de "Era Um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones".


Músicas do "Acústico MTV" dos Engenheiros do Hawaii


1. O Papa é Pop
2. Até o Fim
3. Armas químicas e poemas
4. O preço
5. A revolta dos dândis
6. Pose
7. Infinita Highway
8. Dom Quixote
9. Vida Real
10. Surfando karmas e DNA
11. Outras freqüências
12. Terra de gigantes - Números
13. 3x4
14. Eu que não amo você
15. Refrão de bolero
16. 3a do plural
17. Depois de nós
18. Somos quem podemos ser
19. Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones

domingo, 21 de abril de 2013

Nirvana - Nirvana (2002)


Existem algumas bandas que devem ser sempre lembradas. Isso para que não se esqueça momentos importantes do rock, afinal sempre acabam surgindo novos nomes por aí. Um dos que não devem nunca ser deixados de lado é o Nirvana, que surgiu no final dos anos 1980 e teve seu momento de glória no início dos anos 1990 e acabou por terminar tragicamente com a morte de seu vocalista Kurt Cobain em 5 de abril de 1994, data, que, portanto, fez 19 anos no início desse mês. É para lembrar essa data que escrevo sobre esse CD.

Esse disco foi lançado em 2002, portanto quase uma década após o fim do grupo. Mesmo assim, depois de tanto tempo, e ainda hoje, o Nirvana é uma das principais, ou até mesmo a principal, banda do rock alternativo, que ainda arrebate muitos fãs, especialmente entre adolescentes. Essa coletânea, que leva o nome do grupo, surgiu quando uma nova música de Kurt e companhia chegou às paradas de sucesso. Trata-se de "You Know You're Right", que é a primeira.

O restante das faixas serviu para dar uma relembrada aos fãs antigos e para dar uma atualizada aos mais novos aficionados da banda, inclusive seguindo mais ou menos o repertório escolhido pelo Nirvana para seu MTV Unplugged. Assim sendo, algumas músicas que até então não figuravam na lista das principais surgiram nessa coletânea: "About a Girl" e as três que fecham o disco "All Apologies", "The Man Who Sold The World" e "Where Did You Sleep Last Night".


Claro que os principais sucessos do Nirvana não poderiam ficar de fora, curiosamente "Smells Like Teen Spirit" ficou de fora do outro álbum citado. Esse gigantesco hit não está de fora dessa coletânea. O mesmo ocorre com faixas como "Come As You Are", "Lithium", "Sliver" e "Heart-Shaped Box". Temos ainda no CD "Nirvana" músicas7.  curiosas como "Pennyroyal Tea" e "Rape Me".

Eu sei que num momento como o atual um álbum não faz tanta diferença assim, afinal todas as músicas do grupo estão na internet, muitas de forma ilegal. De qualquer forma, para quem ainda gosta do formato, ou quem quer baixar um só disco do grupo, é legal começar por esse. É um bom começo, mas , para mim, não deve ser o único.

Vale a pena se aprofundar mais na discografia do Nirvana, que era formado ainda pelo baixista Krist Novaselic e pelo até então baterista Dave Grohl que foi formar o Foo Fighters após o fim dessa banda.


Músicas do álbum "Nirvana" da banda "Nirvana":

1. You Know You're Right
2. About a Girl
3. Been a Son
4. Sliver
5. Smells Like Teen Spirit
6. Come As You Are
7. Lithium
8. In Bloom
9. Heart-Shaped Box
10. Pennyroyal Tea
11. Rape Me
12. Dumb
13. All Apologies
14. The Man Who Sold The World
15. Where Did You Sleep Last Night

domingo, 14 de abril de 2013

Black Sabbath - Black Sabbath (1970)


O Black Sabbath voltou aos holofotes mais uma vez. O lendário grupo de heavy metal está gravando disco novo com boa parte de sua formação clássica e já marcou três show no Brasil na turnê de divulgação do álbum de inéditas que está por vir. O CD se chamará "13", será lançado em 11 de junho, e é o primeiro com o vocalista Ozzy Osbourne em 35 anos. O baterista tradicional Bill Ward não fechou a negociação com os outros músicos e não fará parte, sendo substituído por Brad Wilk.

Ozzy Osbourne e companhia, além dos já citados o Black Sabbath conta ainda com o guitarrista Tony Iommi e com o baixista Geeze Butler, tocarão nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, em outubro. A banda nunca se apresentou em terras brasileiras.

Todas essas novidades me fizeram voltar a escrever sobre um disco do Black Sabbath. Não tenho acesso ao novo álbum, por isso, resolvi citar um dos clássicos, para ser mais preciso, trata-se da estreia do grupo. Ele leva o nome da banda e traz um som ainda mais calcado no blues, não havia ainda se solidificado o heavy metal como estilo musical.

"Black Sabbath", o álbum, é considerado o primeiro de uma sequência de quatro que são considerados os melhores de toda a carreira do grupo. Esse grupo de lançamentos influenciou milhares de pessoas mundo afora e trouxe uma sonoridade única, o heavy metal era um som já em voga, surgido anos antes, mas, mesmo assim, trata-se de algo inovador à época.


Quem escuta o som pode achar estranho a citada influência de blues no som. Mas ela está presente no momento em que o rock tocado não é composto somente de partes rápidas e barulhentas, contempla também uma levada mais lenta, porém que é utilizada para climatizar o ouvinte, o que é feito muito bem por sinal.

O disco começa com a clássica "Black Sabbath", que deu nome a tudo (hehehe... ora é o álbum e a banda também!). O produtor da atual gravação do grupo, Rick Rubin, pediu aos integrantes para buscarem essa sonoridade novamente.

Ao contrário de outros CDs por aí, esse de 1970 não cai de qualidade quando sai dos hits. Assim, podemos ouvir músicas como "The Wizard", "Behind the Wall of Sleep" e "Sleeping Village", que são tão boas quanto as famosas "N.I.B." e a já citada "Black Sabbath". Isso sem falar nas covers "Evil Woman" e "Warning", de Crow e Aynsley Dunbar Retaliation, respectivamente.


Faixas do álbum "Black Sabbath", do Black Sabbath:

1. Black Sabbath
2. The Wizard
3. Behind the Wall of Sleep
4. N.I.B.
5. Evil Woman
6. Sleeping Village
7. The Warning
8. Wicked World
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